Pussy Riot encerra suas atividades

  Os últimos anos não foram nada fáceis para o grupo russo de punk rock Pussy Riot, que teve três integrantes presas por invadirem uma igreja russa em fevereiro de 2012 para protestar contra o governo do país.
  Em dezembro de 2013, graças a uma anistia concedida para celebrar os 20 anos da constituição russa, as duas integrantes que ainda permaneciam presas, Nadya Tolokonnikova e Maria Alyokhina, foram liberadas, e, em entrevista à imprensa local, declararam, entre outras coisas, que não devem continuar com a banda.
"Nós não somos o Pussy Riot agora. [...] Nós podemos promover a nossa causa sem fazer nenhum show. E nós nunca vamos tocar por dinheiro."
  Nadya e Maria continuarão a trabalhar juntas, mas a ideia agora é formar uma organização de direitos humanos para ajudar os presos russos. O nome da organização será "Zone of Law" (Zona de Lei, em tradução livre), uma brincadeira com o termo "the zone", um tipo de abreviação para a palavra "prisão", em russo.
  A organização vai oferecer assistência jurídica para presos que se queixarem de violência, ameaças e excesso de trabalho nas prisões russas, além de chamar a atenção da imprensa para os abusos do sistema.
  Sobre o fim da banda, Tolokonnikova disse que o tempo que passou na prisão mudou seu entendimento sobre seus objetivos e que ficou absolutamente óbvio que agora ela não participaria da "oração punk" contra Vladimir Putin que resultou em sua prisão.
"Eu era menor, mais jovem e tinha outro entendimento a respeito dos meus objetivos. Eu não acho que você tem que se prender em alguns momentos do passado. Eu só gostaria de ser julgada pelos outros pelo que eu vou começar a fazer a partir de agora."
  Sobre a atitude da banda com relação ao governo russo, ela foi clara: 
"Nossa atitude a respeito de Putin não mudou. Como antes, nós queremos fazer o que dissemos no protesto que nos levou para a prisão: queremos tirá-lo do poder. Nossas ambições políticas nunca desapareceram e, se possível, ficaram ainda maiores."

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