3 álbuns com Thiago Guglielmi (Montanas Trio)


  "3 álbuns com..." é a mais nova série do BPT!, onde convidaremos músicos dos mais diversos gêneros para listar 3 de seus álbuns preferidos e comentar sobre sua ligação com os trabalhos. O objetivo é ampliar e diversificar nossos catálogos musicais. Sem falar que é legal saber o que anda tocando nos ouvidos dos músicos que escutamos, né?!
  Dessa vez, quem chegou para somar e compartilhar um pouco dos discos que fizeram diferença em sua vida, foi o músico Thiago Guglielmi, vocalista e guitarrista da Montanas Trio, banda paranaense de Maringá que, bebendo de fontes como psicodelismo, funk, rock, salsa, samba e soul, vem dando novo frescor ao rock setentista. O grupo surgiu no final de 2012, e conta com um álbum de estúdio lançado. Quem acompanha o site, já deve ter topado com "Emancipação", o disco de estreia do trio, na série "Conheça".
  Confira abaixo a participação de Thiago Guglielmi na "3 álbuns com...".

3 álbuns com Thiago Guglielmi (Montanas Trio)

  Francamente, Sr. Bruce, escolher 3 discos dos mais preferidos é uma missão e tanto! Mas, sendo mais franco ainda, vou falar sobre os 3 primeiros discos que vieram à minha cabeça quando recebi esse convite. Foi meio que automático pensar nesses trabalhos, pois todos fizeram uma boa diferença na minha vida e chegaram até mim de maneiras diferentes. Se um dia você der um rolê na barca do Montanas Trio, com certeza você vai ouvir esses sons, inúmeras vezes!

Russo Passapusso – Paraíso da Miragem [2014]

  Numa dessas tardes monótonas que você sobe e desce a timeline do Facebook e não ve nada de interessante, eis que surge uma postagem do BNegão que dizia: "Fiquem de olho neste cara". E lá estava uma entrevista com Russo Passapusso no Cultura Livre. Fui atrás do trabalho na hora e me deparei com o "Paraíso da Miragem", que realmente pra mim foi um paraíso. Além da puta sonoridade e variados ritmos nas 12 faixas do disco, me surpreendeu ser algo tão recente, nacional, poético. As músicas me soaram tão sinceras que desde então nunca mais parei de ouvir. Musicalmente, foi como um empurrão e um consolo do tipo "caralho isso foi lançado há 2 meses atrás" e só me deu mais tesão em seguir minha trilha na música. Esse é um daqueles álbuns que você ouve, ouve e ouve de novo e não consegue definir um estilo musical, até nem deve porque já ultrapassamos isso. A música é tão livre e esse disco é um bom exemplo de que se prender em limites musicais já não está mais com nada.

Onde comprar? Digital: iTunes | Físico: Site Oficial / Download Gratuito: Site Oficial 

Odradek – Homúnculo [2014/2015]

  Odradek! Odradek! Odradek! Três vezes porque esse disco é uma trilogia de EP's daquelas imperdíveis. Tive a sorte e a honra de conhecer os caras num festival que tocamos em Marília/SP e foi tipo amor à primeira vista. Vi o show e fiquei incrédulo, estático, pois era algo muito novo – e muito bom! - pra mim ali, numa cidade desconhecida. Tocamos logo em seguida e desenvolvemos uma amizade que rendeu várias outras parcerias e shows em outras cidades pelo Brasa. Pesadão, frenético, virtuoso e mais o que vier na sua mente, mas não deixe de ouvir essa banda. Não tenho nenhum receio de dizer que é um dos melhores shows da cena nacional hoje em dia. Vejo o Odradek como um bom exemplo de banda independente, exemplo de convicção na música autoral e na produção da cena. Uma última informação que vai te deixar de cara: é um trio.

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Jimi Hendrix – Band Of Gypsys [1970]

  Não poderia deixar de citar o imortal. Até porque estou fazendo jus ao que falei acima e estou colocando os três primeiros que vieram em minha mente. Jimi Hendrix – e esse disco em especial – foi uma escola para mim. Lembro-me de me trancar num quarto por dias até conseguir tocar e cantar uma dele inteira! E mais, parece que não, mas foi o Hendrix que me abriu as portas da Funky music, porque o cara fazia um funk no modo hard, nos anos 60, mas diferente de James Brown. Repare bem!
  Essa formação com Billy Cox e Buddy Miles é pura grooveira pesada onde o rock psicodélico encontrou ritmos mais dançantes e os vocais soul power de Miles. Realmente esse disco não pode passar batido, mesmo sendo antigo, é capaz de ter passado despercebido por você. O cara é realmente minha maior inspiração nos quesitos timbre e quebras nos padrões da música. Esse é o mestre em surpreender o ouvinte.
  PS: Cheguei a esse disco após inúmeras fuçadas nos discos empoeirados da minha mãe, que também me apresentou Zeppelin, Beatles, Jethro e mais uma caralhada de róque.


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  Gostaram das indicações do Thiago Guglielmi? Deixem seus comentários, e continuem ligados aqui no Bota Pra Tocar! para as novas indicações da série "3 álbuns com...". Vocês podem se surpreender com o que vem por ai, e  acabar descobrindo uma nova banda preferida!
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