3 álbuns com Carlinhos Carneiro (Bidê ou Balde)


  "3 álbuns com..." é a mais nova série do BPT!, onde convidaremos músicos dos mais diversos gêneros para listar 3 de seus álbuns preferidos e comentar sobre sua ligação com os trabalhos. O objetivo é ampliar e diversificar nossos catálogos musicais. Sem falar que é legal saber o que anda tocando nos ouvidos dos músicos que escutamos, né?!
  Pra começar, pedimos desculpas ao nosso convidado, pois essa publicação já era pra ter saído há bastante tempo, mas, infelizmente, devido aos problemas pelos quais passamos no final do ano passado, tivemos que o fazer esperar. Carlinhos Carneiro, vocalista da Bidê ou Balde, é quem dá as graças por aqui dessa vez. Para nossa listra, o músico escolheu três grandes trabalhos que devem ser apreciados do início ao fim. Atualmente a Bidê ou Balde vem divulgando seu mais novo álbum, "Gilgongo! - ou, A Ultima Transmissão da Rádio Ducher", lançado em outubro de 2015, pela Hearts Bleed Blue.
  Confira abaixo a participação do Carlinhos na "3 álbuns com...".

3 álbuns com Carlinhos Carneiro (Bidê ou Balde)

  Eu sou Carlinhos Carneiro, vocalista da Bidê ou Balde, e recebi a incumbência do site Bota Pra Tocar! de escolher 3 discos, entre milhares, para falar da minha paixão por. Dureza! Sou um cara que tem a mania de escutar (e idolatrar) discos inteiros, e não apenas seus singles - ou seja, sou velho, e são de minha preferência aqueles álbuns completos, conceituais ou não, dos quais (pra mim) as suas canções são indissociáveis da experiência de curtir a obra inteira. E são muitos os discos que se enquadram nessa doença, portanto, escolher apenas três fica difícil. Portanto, resolvi escrever sobre o três primeiros que me vieram à mente.

Dingo Bells - Maravilhas da Vida Moderna [2015]

  Os dingos estrearam em disco inteiro esse ano (antes já tinham EP e single pipocando por aí), com uma rica duma obra prima que prova bem provado que há sim espaço para discos inteiros, pensados assim, na música rápida de hoje. Entre o hitaço "Eu Vim Passear", que abre o álbum, e o hino "Todo Nó", que finaliza o passeio, uma inclassificável mistura de groove, harmonias vocais fantásticas e um tiquinho de rock, soando como um Steely Dan que curte Chic e toca Clube da Esquina e ouve Beatles, Todd Rundgren e Beach Boys, desfila 11 canções que falam para o jovem contemporâneo, sobre suas pressas, angústias e desejos hedonistas com uma sagacidade cósmica que o conecta a dinossauros e estrelas cadentes. Baita troço!

Onde comprar? Digital: iTunes

The Who - The Who Sell Out [1967]

  O novo disco da Bidê ou Balde, "Gilgongo! - ou, A Última Transmissão da Rádio Ducher" (lançado em parceria com a HBB nesse finalzinho de 2015), onde reproduzimos a última hora de transmissão de uma rádio fictícia, com vinhetas e comerciais desenvolvidos especialmente para ele, teve no "Sell Out" do The Who sua principal referência. Esse foi O disco que me fez amar o Who. Desde a minha primeira audição dele, em fita K7, ainda no milênio passado, pirei enlouquecidamente com o seu conceito e a forma com que ele foi desenvolvido: Comerciais curtinhos, canções inteiras em homenagem a produtos, vinhetas de rádio e um monte de loucura que deixaria o mais dedicado funcionário do ramo de branded content de hoje em dia envergonhado com os conteúdinhos e ações que ele anda criando e executando para seus clientes. Não há motivos para desespero: quem fez isso foi o The Who, em 1967, e eles eram os melhores do mundo nessa época!

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The Flaming Lips - Zaireeka [1997]

  Eu não podia deixar de citar um disco da minha banda preferida. Tava em dúvida qual e resolvi botar quatro ao mesmo tempo. Sim, "Zaireeka" é aquele disco dos Flaming Lips que são quatro discos que devem ser tocados ao mesmo tempo. Ou melhor, que sugere-se que sejam tocados ao mesmo tempo - pois faz parte da experiência transcendental do álbum o fato de que ele, a cada vez que é disparado, a sua edição e mixagem sejam interferidas por quem o está executando (um atrasinho aqui, um volume dum disco mais alto que do outro ali... e assim por diante). Mas nem só de loucura e piração é feita essa obra: as canções que o compõem, a fase que a banda vivia na época de sua gestação e lançamento, e o caminho que ela percorreu a partir dessa epifania/surtada, os levaram de uma banda meio punk com melodias agradáveis para um delírio cósmico psicodélico sem freio e, por fim (so far) à Miley Cyrus.

Onde comprar? ~Indisponível~

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  Gostaram das indicações do Carlinhos Carneiro? Deixem seus comentários, e continuem ligados aqui no Bota Pra Tocar! para as novas indicações da série "3 álbuns com...". Vocês podem se surpreender com o que vem por ai, e  acabar descobrindo uma nova banda preferida!
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